<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738</id><updated>2012-02-16T20:12:39.218-08:00</updated><title type='text'>OS OLHOS DO ABISMO</title><subtitle type='html'>.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-3424645902240037994</id><published>2012-01-16T15:28:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T16:01:55.709-08:00</updated><title type='text'>OS RATOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-796Tfu7ROkA/TxS6CJqtXaI/AAAAAAAADD8/FMwd-QEhj1Y/s1600/tumblr_lxpczmwZX11qjv5iyo1_400.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 338px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-796Tfu7ROkA/TxS6CJqtXaI/AAAAAAAADD8/FMwd-QEhj1Y/s400/tumblr_lxpczmwZX11qjv5iyo1_400.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698383974648077730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span class="st"&gt;Os ratos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="st"&gt;Não sei, ao certo, como aquilo começou, mas, certamente, naquela altura, de nossa relação, tinha chegado a um ponto que não dava mais para ignorar, ainda mais depois dos últimos acontecimentos.&lt;br /&gt;É claro que no início, bem no início mesmo, não havia nada ou quase nada que chamasse atenção para o fato. Apenas suspeitas. Mas foi aos poucos, mesmo, que começamos a notar.&lt;br /&gt;As coisas, sem mais nem menos, desapareciam e reapareciam roídas, ou mesmo rasgadas, dentro e fora da casa. Deve ser um roedor – Comentou minha esposa no jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, eram pequenos objetos: livros, cheques, e outros papéis. Mas depois de algumas semanas, aquilo foi se estendendo a objetos maiores e logo já eram cadeiras, mesas, quadros, roupas e porta retratos. De imediato, descartamos a possibilidade de roubo ou coisa do tipo. Afinal, que ladrão entraria numa casa só para morder contas de telefone, certidões e cartões de credito? Entretanto, estávamos tensos com todas aquelas invasões. Se é que era invasão. Eu considerava, até, que aquilo fosse alguma coisa de outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma alma penada talvez... Era realmente estranho, afinal eu vivia a vinte cinco anos, com minha esposa, naquela casa e isso nunca havia acontecido em todo esse tempo que estávamos lá. Não tínhamos filhos, bichos, ou mesmo visitas na casa. Vivíamos, apenas, um para o outro, ali, entre aquelas paredes. Mas aquilo, lentamente, estava nos consumindo. Às vezes eu encontrava minha esposa triste, sentada no chão da sala – não havia mais cadeiras ilesas na casa - e saía para fumar um cigarro do lado de fora.&lt;br /&gt;Que explicação eu daria se eu não tinha a menor idéia do que estava acontecendo?Eu estava me sentindo tão frustrado que passava mais o tempo no bar, bebendo, do que em casa. Naquela altura a minha barba era uma mancha preta e branca em meu rosto. Minha esposa já não me perguntava mais nada, apenas me olhava com uma profunda tristeza nos olhos. A casa toda era um só silêncio. Vivíamos mergulhados em nossas próprias memórias.&lt;br /&gt;Qualquer coisa era motivo para nos refugiarmos no passado, cada vez mais distante. Teve uma manhã, chegando da noite, que eu encontrei uma fotografia antiga de uma viagem que fizemos ao México. Ah, guardei aquela foto, com todo cuidado e zelo, no bolso do meu paletó, mas depois, de alguns dias, eles sumiram como se jamais houvessem existido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente já estavam rasgados ou roídos, em algum canto. Não sei dizer, ao certo, quanto tempo durou aqueles dias de angustias. Mas na noite passada,quando estava quase dormindo, ouvi um ruído, que nem um sussurro pela casa adormecida. De alguma maneira, senti que naquele pequeno ruído estaria a chave de todos os nossos tormentos. Olhei para o meu lado, na cama, minha esposa não estava. Isso termina hoje - disse bem baixinho - para mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um mistura de medo e ansiedade que senti naquele momento. Fui, na penumbra, explorando a parede, fria, com minhas mãos tremulas até chegar à sala. A casa estava mergulhada numa escuridão tão densa que parecia que a noite era feita de alguma coisa sólida. Então, por descuido ou força do hábito, toquei o no interruptor. Logo, tudo ficou claro e eu vi o que jamais imaginara. Horror, horror... Naquela triste sala vi uma infinidade de coisas espalhadas, e bem no canto, a minha esposa mastigando alguns documentos, com entranha e mórbida voracidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tentei falar algo, para impedir a insanidade daquele ato, percebi, com igual desgosto, que também havia papéis presos entre os meus dentes. Do lado de fora o dia caía como um peso sobre nossas cabeças, então, naquele momento de indecisa profusão, nos abraçamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, a luz alcançaria os outros cômodos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Fabiano Silmes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;a href="http://vortexproject.blogspot.com/2011/09/os-ratos.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;CONTATO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="st"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-3424645902240037994?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/3424645902240037994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2012/01/os-ratos-nao-sei-ao-certo-como-aquilo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/3424645902240037994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/3424645902240037994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2012/01/os-ratos-nao-sei-ao-certo-como-aquilo.html' title='OS RATOS'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-796Tfu7ROkA/TxS6CJqtXaI/AAAAAAAADD8/FMwd-QEhj1Y/s72-c/tumblr_lxpczmwZX11qjv5iyo1_400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-8809881859988253707</id><published>2011-10-26T17:32:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T17:47:41.817-07:00</updated><title type='text'>~# AS ADORADAS GÉMEAS#~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-2QoKTw0ZdH8/Tqin9P9AMeI/AAAAAAAACx0/9uYvvT0U-wo/s1600/Ray-gemeas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 376px; height: 424px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2QoKTw0ZdH8/Tqin9P9AMeI/AAAAAAAACx0/9uYvvT0U-wo/s400/Ray-gemeas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667964801742025186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt; 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Eram duas crianças extremamente doces e adoráveis. Quando uma espantava alguém com a sua alegre candura, educação e inteligência, a outra, logo em seguida, parecia conseguir ultrapassar esse inultrapassável trato social. Assemelhavam-se a dois pequenos anjos que os céus enviaram para iluminar as pessoas da Vila.&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Os desgostosos pais não queriam acreditar que uma das suas preciosas filhas tivesse desaparecido, e o desespero era horrível de ver e sentir. Quanto à irmã, ainda com uma certa inocência em relação ao sentido da morte, permanecia imóvel e silenciosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;O funeral foi uma triste e chorosa reunião popular, pois todos quiseram deixar um último adeus àquele ser maravilhoso. O próprio dia, que começara por nascer com um sereno azul celestial, no momento da derradeira marcha cobriu-se com um agreste manto cinzento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Ao chegarem a casa, os incontroláveis pais foram encontrar a jovem vizinha, que ficara a tomar conta da irmã sobrevivente, num estado de desenfreada loucura e medo. Ao serem confrontados com aquela recepção, os melindrados pais temeram que a sua desgraça ainda pudesse ser maior, que algo houvesse sucedido à sua filha viva. Mas longe estavam de poder imaginar o que realmente estava para vir. A jovem rapariga relatou que a menina pedira para ficar no quarto, com uma apatia que ela deduziu ser derivada do falecimento da irmã e de todo o ambiente fúnebre que a circundava. Foi então que, momentos depois, pequenas gargalhadas e risos começaram a ser ouvidos vindos do quarto. A jovem não estranhou, pois julgou ser a menina a brincar – o que, de facto, até era verdade. Um pouco depois, ouviu o que lhe pareceu ser a menina a conversar sozinha. Decidiu ir confirmar que tudo estava bem, se a pequena precisava de alguma coisa. Bateu e abriu suavemente a porta do quarto e, enquanto perguntava se estava tudo bem, foi petrificada pela imagem das duas irmãs a brincarem juntas. Perante aquela visão, apenas conseguiu fugir para a cozinha e lá ficou, com a porta devidamente fechada. Ainda pensou em sair para a rua e chamar alguém, mas para tal teria de passar pelo corredor que dava acesso ao quarto das meninas, e isso intimidava-a bastante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Os pais, atónitos, acorreram de imediato ao quarto das filhas e, para seu espanto, puderam confirmar o que acabara de lhes ser narrado. As duas meninas brincavam alegremente, batendo com as palmas das mãos uma na outra e entoando uma das suas habituais cantigas. A mãe soltou um grito, e perante a reacção, a espectral menina olhou para os abismados espectadores e encostando o frágil dedo indicador aos lábios ordenou-lhes que fizessem silêncio. Em seguida, a porta do quarto fechou-se violentamente, deixando apenas as duas crianças no interior. Os pais e a vizinha ainda tentaram abrir a porta, mas era impossível. Entretanto, ouviam-se os alegres risos das crianças. A sobrevivente parecia não estar afectada com todo aquele cenário de fantástico e de terror.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Trataram então de chamar o padre que, incrédulo, prontamente acedeu ao desesperado apelo que lhe era feito. Já na casa, o padre não teve dificuldade em abrir a porta do quarto das meninas, mas a sua alma tremeu quando vislumbrou a pueril brincadeira. As meninas olhavam para ele e a defunta cumprimentou-o com um amistoso e inocente “olá”. O padre tirou um crucifixo do bolso e começou a ler passagens de um salmo secreto, ao mesmo tempo que remexia no sal que trouxera no bolso. Os pais e a vizinha observavam, em pânico, encobertos pelo fraco busto do padre. Não houve qualquer reacção ao aparato religioso, por parte do fantasma. A mãe chamou pelo nome das duas filhas, e ambas acederam ao chamamento, mas responderam que estavam a acabar de brincar. Quando o padre lançou água benta na direcção do espectro, apenas a menina viva se queixou, vociferando em direcção à mãe que o senhor padre estava a molhá-la. O religioso, ao perceber a ineficácia do seu ritual, e após tentar sem sucesso comunicar com a menina morta, optou por tentar resgatar a menina viva para fora do quarto. Foi então empurrado para fora daquela divisão por uma força invisível, que fechou também a porta com violência. Estavam as crianças novamente encerradas no seu quarto. A viva parecia familiarizada com a ocorrência e não transmitia qualquer sinal de medo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Uma hora havia já passado desde que o padre fora expulso daquele quarto. Do interior, apenas se ouviam as vozes e os alegres risos da diversão. As tentativas para arrombar a porta foram todas em vão e o desespero não deixava antever um fim para a situação. Para os pais, aquelas eram as suas duas filhas, apesar de uma pertencer já ao mundo dos não-vivos, pelo que o repartido e sincero afecto continuava a existir. Seria aquele fantasma, realmente, a sua filha? Essa era a questão que mais os fazia temer pela menina viva. Entretanto, o padre telefonava aos seus superiores e amigos, em busca de conselhos e auxílio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Após alguns minutos de tenebroso silêncio, a porta daquele quarto abriu-se e a gémea viva saiu, calmamente, com uma normalidade que espantou os presentes. A mãe, correu de imediato a abraçar a filha, enquanto o padre olhava de soslaio para o interior da divisão, na tentativa de decifrar o fantasma. Mas o quarto ficara vazio, sem sinal de qualquer anormalidade. Com a emoção a tomar conta dos seus espíritos, os pais perguntaram à menina o que se tinha passado, se ela estava bem e onde estava a irmã. A menina, sem qualquer revelação de abalo, afirmou apenas que tinha estado a brincar com a irmã, pois dois dias antes tinham combinado fazer o derradeiro jogo que decidiria quem era a melhor naquele jogo de cartas. Como ficara combinado e ambas queriam saber quem ganharia, a irmã viera fazer o jogo com ela. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;A menina morta ganhara o jogo. Em seguida, despedira-se da irmã e fora-se embora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Os anos foram passando, o episódio foi esquecido, ou melhor, não relembrado, e a pequena gémea sobrevivente foi-se transformando numa bela rapariga. Os seus longos cabelos loiros e o olhar cor de céu fulminavam de paixão qualquer homem que com ela se cruzasse. O seu jeito delicado era igualmente cativante. No entanto, apesar de toda a graciosidade que ela irradiava, uma certa expressão de mistério parecia ocultar-lhe algo de anormal. De facto, ela nunca esquecera a sua falecida irmã, e também esta nunca a esquecera, pois todos os anos, no dia em que comemoravam mais um aniversário, o espectro da defunta aparecia à irmã. A irmã, era agora uma mulher, o fantasma, mantinha a forma de criança. Mantinham o segredo bem guardado, pois ninguém iria perceber ou acreditar que as duas irmãs, uma vez por ano, ainda brincassem juntas. Ninguém sabe do que falavam, que confissões partilhavam ou brincadeiras tinham.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Certo dia, em que mais um aniversário do nascimento das gémeas se celebrava, a bonita jovem tentava apressar-se para chegar a casa o mais rápido possível, pois sabia que a sua irmã voltaria a visitá-la. Para tal, decidiu cruzar o jardim da cidade que, apesar de extenso, encurtava bastante o caminho que ela teria de percorrer até à estação de comboios. Era um jardim seguro e o dia, apesar de perto do fim, ainda mostrava uns raios luminosos. Com passos rápidos e entusiasmada por voltar a rever a irmã, a desatenta rapariga não percebeu a presença, numa das mesas de madeira do jardim, de três homens, de aspecto sinistro, que jogavam às cartas, bebiam e lançaram provocações à sua passagem. Ela, quando finalmente percebeu que as obscenidades lhe eram dirigidas, decidiu ignorá-las e seguiu o seu caminho. Mas aqueles homens não ficaram satisfeitos com as palavras e começaram a persegui-la e a rodeá-la. O medo tomou conta da angelical figura, como um cordeiro que teme a inevitabilidade do sacrifício. Um dos homens começou a segurá-la, enquanto outro se aproximava. Ninguém passava por perto ou, se passou, não se quis intrometer e ser também vítima daqueles homens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Subitamente, o terceiro homem chamou a atenção dos restantes para uma pequena menina loira que aparecera junto deles. Tentaram afastá-la, com rudes palavras e bruscas ameaças. A menina gritou então com uma voz demoníaca: -TAMBÉM QUERO BRINCAR! O maléfico trio sentiu um petrificante arrepio e foram obrigados a soltar a jovem. O vento começou a soprar fortemente, levantando pó e folhas caídas. O céu escureceu e as sombras tomaram conta daquele local. Dos arbustos circundantes surgiu uma matilha de enormes cães cobertos de sangue, pelo que se pode caracterizá-los como tendo cor de sangue, que saltaram raivosamente sobre os homens em pânico. Os dentes afiados dos estranhos animais começaram a rasgar fervorosamente a carne humano e o sangue jorrava em todas as direcções. Sarcásticos risinhos de meninas eram ouvidos enquanto decorria o macabro espectáculo. A pequena menina correu para a irmã e, abraçando-a, contemplou a carnificina com um impávido olhar. A jovem rapariga, ainda em estado de choque, apertou a irmã contra si e beijou-lhe a testa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Tudo aconteceu em poucos segundos, ao que sucedeu um tenebroso silêncio e todo o aparato desapareceu deixando-as às duas perante os cadáveres dos atacantes. O importante é que estavam novamente juntas para celebrar mais um aniversário. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Com as cartas ensanguentadas, as duas irmãs fizeram mais um jogo, rodeadas pelos corpos desfigurados dos três atacantes. No final, a menina, exclamou com entusiasmo e sorrindo: - Voltei a ganhar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000312728002#%21/emanuel.r.marques"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Emanuel R. Marques&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-8809881859988253707?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/8809881859988253707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2011/10/as-adoradas-gemeas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/8809881859988253707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/8809881859988253707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2011/10/as-adoradas-gemeas.html' title='~# AS ADORADAS GÉMEAS#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2QoKTw0ZdH8/Tqin9P9AMeI/AAAAAAAACx0/9uYvvT0U-wo/s72-c/Ray-gemeas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-7944610013773684913</id><published>2011-01-04T17:16:00.000-08:00</published><updated>2011-10-26T18:05:27.173-07:00</updated><title type='text'>~☥Desassossego☥~</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/TSPIAu1mlwI/AAAAAAAABy0/tDulN7NihnI/s1600/KGDF.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 354px; height: 442px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/TSPIAu1mlwI/AAAAAAAABy0/tDulN7NihnI/s320/KGDF.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558506280003737346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); font-style: italic;"&gt;úlia estava deitada sobre o catre da cela branca. Ela estava presa a uma camisa de força e seus olhos buscavam o vazio das recordações: da velha casa onde vivera com o pai e uma madrasta que ela não gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes costumava sair para o Bosque das Flores durante a noite. Chegava à trilha que levava ao riacho. Sentada na praia Júlia sempre esperava os pirilampos com suas luzes verdes acendendo e apagando repetidas vezes como se dessem sinais de alerta. Era nesse momento que sua mãe, morta há cinco anos, aparecia em forma de fada voando entre a luminosidade dos insetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seu pai está feliz. Eu estou feliz, Júlia”, dizia enquanto ziguezagueava em volta da filha. Júlia ouvia e esboçava um sorriso. Se sua mãe estava feliz porque seu pai estava feliz no novo casamento por que ela também não deveria estar? Na maioria das vezes, quando voltava para casa, encontrava o pai na sala de jantar, sentado à mesa com a madrasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlia dizia: “Papai...Mamãe está feliz porque você está feliz”. O episódio repetia-se a mais de dois anos e tornou-se um transtorno para o homem, que não achou outra solução a não ser internar a filha de 15 anos no Asilo Nossa Senhora das Dores. Quando os enfermeiros chegaram vestidos de branco Júlia ficou apavorada. A injeção foi a solução encontrada para acalmar a jovem. Desde aquele dia nunca mais que Júlia deixou de tomar injeções e ingerir comprimidos de todas as cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que fora internada continuou a ver a mãe todos os dias e durante o dia inteiro: “Se seu pai está feliz eu estou feliz”. Cássia aparecia para Júlia, sua filha adorada, repetindo a mesma frase.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=144061465648012&amp;amp;id=100000141717975&amp;amp;ref=notif&amp;amp;notif_t=like#%21/profile.php?id=100001069830908"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Wilde Portella&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-7944610013773684913?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/7944610013773684913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2011/01/o-corvo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/7944610013773684913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/7944610013773684913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2011/01/o-corvo.html' title='~☥Desassossego☥~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/TSPIAu1mlwI/AAAAAAAABy0/tDulN7NihnI/s72-c/KGDF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-3193519342593156283</id><published>2010-03-03T11:48:00.000-08:00</published><updated>2011-10-26T18:08:54.474-07:00</updated><title type='text'>~#☥A REBELIÃO ☥#~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S469gtz49mI/AAAAAAAABZo/BHH3doPajQs/s1600-h/exting10.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 325px; height: 296px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S469gtz49mI/AAAAAAAABZo/BHH3doPajQs/s400/exting10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444497369288210018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A REBELIÃO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(153, 51, 153);"&gt; &lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;&lt;span&gt;Não estou entendendo o que está acontecendo aqui!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;As coisas estão vivas... e revoltadas! Meu escritório está escuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;As luzes piscam insistentemente. O computador desligou sozinho e eu perdi muitas páginas de meu livro. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Droga, vou perder o prazo!!!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Vou para meu quarto... escrever a mão. Peciso escrever, preciso!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Levanto-me, irritado com essas manifestações, quero sossego!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;De repente, cadeiras começam a se movimentar ameaçadoramente em minha direção... Socorro! Tento correr e sair da sala. A porta bate estrondosamente. Violento vento trava as janelas. Estou preso!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;De onde vem essa fumaça agora? E os vultos? O que são?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Sinto-me levantar no ar. Estou sufocando. Quem está me matando?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Alguma coisa ouviu meu pensamento. Ouço um sussurar, que arrepiou-me até a alma:                 &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;morte...morte...morte... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Sou arremessado na parede...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;"fale sobre a morte... sobre a morte..." Todo o meu corpo dói muito. Agora, além da névoa, dos vultos, também sinto um calor insuportável. Parece que estou no inferno! Minhas roupas estão fervendo... Sinto dores horríveis... Alguma coisa começa a gotejar sobre mim... Fede!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Socorro, estou sufocando... Quero viver! Sou um escritor! Quero viver... Fecho meus olhos e espero a morte... Nova dor, fortíssima...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Não sei quanto tempo passou, mas quando abri os olhos, fiquei realmente surpreso... Estava no escritório, sentado diante do computador, tranquilamente redigindo meu novo livro de terror...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;À minha volta, tudo era paz e ordem...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Teria sonhado? Coisa estranha, muito estranha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Thera Lobo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S46-MGJtMaI/AAAAAAAABZw/xFhjvRTc4Ng/s1600-h/animankhbar.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S46-MGJtMaI/AAAAAAAABZw/xFhjvRTc4Ng/s400/animankhbar.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444498114556539298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-3193519342593156283?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/3193519342593156283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2010/03/rebeliao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/3193519342593156283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/3193519342593156283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2010/03/rebeliao.html' title='~#☥A REBELIÃO ☥#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S469gtz49mI/AAAAAAAABZo/BHH3doPajQs/s72-c/exting10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-6333461860318481976</id><published>2010-02-04T10:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T13:25:58.087-08:00</updated><title type='text'>~#FLORESTA PROIBIDA#~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2sSRZ4W68I/AAAAAAAABYU/O4IHbwZrZZo/s1600-h/35.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 364px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2sSRZ4W68I/AAAAAAAABYU/O4IHbwZrZZo/s400/35.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434457465566981058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YLde6qCgI/AAAAAAAABWs/KkCMSyqiudA/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YLde6qCgI/AAAAAAAABWs/KkCMSyqiudA/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433042601612282370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Caroline mudou-se para uma casa beirando uma densa floresta.&lt;br /&gt;Ao descarregar suas coisas, um globo caiu e rolou para a floresta ia buscá-lo, quando repentinamente é agarrada por um velho; gritou e seus pais correram para socorrê-la; o velho então disse: é proibido entrar na floresta maldita, quem ousa, não volta! Caroline riu, mas o velho continuou: à 200 anos, uma mulher foi abandonada pelo noivo, que fugiu com sua melhor amiga, desesperada, fugiu para a floresta e enforcou-se no carvalho retorcido; dizem que na hora da morte fez um pacto, com o Abandonado, levaria todos que pudesse entregando suas almas e sangue, pela oportunidade de achar os dois culpados de sua miséria, e desde então, quem entra não volta. Caroline debochou do velho supersticioso, mas ele, ao partir, ainda gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preveni você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, Caroline só pensava em explorar a floresta e provar que o velho era doido. Ao perceber que todos dormiam, partiu.&lt;br /&gt;Vagou, feliz concluindo que o velho era doido e ela estava certa, menina da cidade se assustar com folclore?! Até que farfalhar de pé nas folhagens a sobressaltou! Escondeu-se num tronco oco e então viu...uma mulher de vestido rubro, ou que parecia banhado em algo sanguinolento que deixava odor nauseabundo....ela estava atenta a algo, repentinamente salto e com garras infernais, agarrou um gamo, cravou suas presas enormes e potiagudas, estraçalhando o pescoço do animal que contorcia-se no solo,empapando-o de sangue.&lt;br /&gt;Enlouquecida de terror, Coroline quiz fugir, mas pisou num galho seco, ao elevar os olhos, viu a criatura olhando diretamente para ela, olhos rutilantes, boca escorrendo sangue enquanto sorria famélica, sugeitando o gamo nas garras.&lt;br /&gt;Caroline correu o mais que pode, mas ao virar-se para abrir a porta deu de cara com "ela" que faminta olhava-a,como um especto infernal, enquanto sangue escorria de sua boca ao colo; disse a Caroline, congelada de pavor: - Devorarei tua alma hoje! Agarrou Caroline e arrastou-a pelos cabelos até a Árvore dos Malditos no centro da floreta, sempre sorrindo com dentes bestiais, acariciou os ruivos cabelos de Caroline e a beijou nos lábios, sugando sua vida e entregano sua alma ao Abandonado, ao poucos Caroline secava como uma múmia, antes do fim a criatura trevosa, arrancou o coração e o devorou ainda pulsante, e agora Caroline não passava de um amontoado de gravetos, como muitos outros, aos pés da retorcida Árvore dos Malditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nunca mais se teve notícias dela, apenas lascas e marcas de unhas arranhando do piso à floresta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Adriana La Terza)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YLde6qCgI/AAAAAAAABWs/KkCMSyqiudA/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YLde6qCgI/AAAAAAAABWs/KkCMSyqiudA/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433042601612282370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-6333461860318481976?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/6333461860318481976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2010/02/floresta-proibida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/6333461860318481976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/6333461860318481976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2010/02/floresta-proibida.html' title='~#FLORESTA PROIBIDA#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2sSRZ4W68I/AAAAAAAABYU/O4IHbwZrZZo/s72-c/35.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-7166501986591402544</id><published>2010-01-31T15:02:00.000-08:00</published><updated>2011-10-26T17:45:29.153-07:00</updated><title type='text'>~☥ DRICA☥~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNQ2c6abI/AAAAAAAABW0/oOJBjN8vT-8/s1600-h/mulher.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 304px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNQ2c6abI/AAAAAAAABW0/oOJBjN8vT-8/s400/mulher.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044583614933426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;                                                                               &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ola! Sejam todos bem vindos a dor e a tristeza de minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Prazer meu nome é Andréia, mas podem me chamar Drica todos me chamam assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nasci não sei onde, vinda não sei de onde e vivi nem sei porque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Me lembro pouco de minha infância, fui em um orfanato largada logo que nascera pelo menos foi o que me disseram, daquele tempo só lembro da dor e de minha tristeza, nunca fora como as outras crianças nunca tive alegria da fonte que os outros tiveram, me lembro sempre andar sozinha sempre beirando ao abismo de meu ser durante toda minha tormentosa infância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Aos oito anos fui adotada por um rico casal de origem nipônica, eles possuíam uma linda pousada no litoral, cresci neste mundo estranho tendo tudo de bens materiais, mas sem nunca ter tido amor, meu pai sempre ocupado nunca tempo o teve de me cuidar, minha mãe nunca me aceitou como se fora dela filha pois nunca quererá adotar a uma criança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Na fina escola particular donde estudei sempre fora discriminada, tratada como bastarda, sempre eu fora uma criança triste, sem amigos, quase sempre isolada vendo meu destino sem norte, sendo pelas sombras absorvida dia a dia pouco aos pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Quando ao Ensino Médio eu terminara, quis  mudar, quis tentar ser diferente mudar a vida ser mais normal, briguei com meus pais fui para o sul tirar facu, de Veterinária, porque Veterinária bem a única coisa que realmente tive em minha infância de boa lembrança foi meu cachorro Fênix, ele fora minha única companhia durante anos de tétricas noites em soliguidão. Por isso acho que esta seria a mim a melhor escolha já que nunca conseguira me dar bem com as pessoas pelo menos os animais me entendiam, Fênix era como eu temerário, quieto e triste pequeno sempre se escondendo pelo cantos nem latir latia mas me fazia companhia sempre que estava triste ele me vinha se rosando na minha perna, com uma carinha de pidão essa creio fora a melhor lembrança de minha infância do meu único real amigo que dessa o tive.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mas na facu nada mudou, não me inturmei com o pessoal, sempre sozinha comecei a sair, muita balada muita bebida, muito garoto muito boyzinho, doce ilusão de ser querida ser desejada já que o amor nunca me encontrara, quase no fim da minha facu encontrei alguém me apaixonei desta vez achei que seria diferente daria em fim pelo menos uma vês certo pra mim. Mas me iludi ele me traiu fugiu com outra e me amargurei acabou meu curso voltei pra casa, mas a pousada era muito isolada era triste no inverno tinha movimento só na época de verão de carnaval chorei pra papai me deixou trabalhar fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Agora era adulta independente, fui trabalhar na capital tanta gente num vai e vem quem sabe agora eu pudesse realmente me encontrar, pura ilusão realmente conheci muita gente na capital mas sei lá porque cidade grande é sempre assim, muita correria nem sei porque e nem se vê quem se esta por perto nunca soube o nome dos meus vizinhos de apartamento passou o tempo e conhecia só o porteiro Cassio e minha secretaria luiza do consultório. Oh! Triste sina de ser sozinha. Na capital consegui ser mais sozinha ainda em meio a multidão que no interior onde morava quase isolada só com meus pais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Então veio a tragédia meus pais morreram de acidente o carro deles caiu em um desfiladeiro no Natal estavam vindo me visitar pois eu tive curso ate a véspera do natal naquele ano e não pude ir pro litoral naquele feriado era pra ser uma surpresa pra mim. Então larguei tudo voltei ao litoral assumi a pousada vaguei sozinha por muitos anos, inócua demente, absorta a minha lamentação e um mar de ilusões que tornou-se meu viver, entregue a tristeza passava as noites de bar em bar, bebendo ate cair saindo com tudo que é boyzinho que aparecia, virei a escoria não tinha mais pudor nem amor próprio. Anos e anos sem ter alguém nem pra me dar parabéns no meu aniversário se pode fazer uma festa sem dinheiro mas sem amigos não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Hoje é meu aniversário estranhamente acordei alegre é um belo dia lá fora um sol radiante despertei com o toque do sol em meu rosto. É feriado aqui em minha cidade por isso hoje estou sozinha na pousada. Abri as cortinas de cetim no saguão de entrada e avistei ao mar tão calmo e límpido, resolvi banhar-me foi tão bom senti limpar-me a alma me senti tão leve, tão liberta mas estranho não me lembrara de como eu voltei a pousada naquele noite lembro-me da boate estava lotada bebi horrores, sai quase ao amanhecer me lembro entrar no carro mas do resto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Bem deixa pra lá está tão bom hoje o dia que que importa foi só mais um porre e nem com ressaca eu fiquei. Voltei pra pousada avistei tantos carros, tanta gente que a anos não via. Fiquei alegre será que vieram me dar uma festa surpresa corri ate a entrada da cozinha da pousada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Gritei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Ola André;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Ola Fabio;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Nossa a quanto tempo tia Eulália.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mas estranho ninguém sequer me olhou parecia que eu estava invisível. Todos estavam se dirigindo a capelinha da pousada, antigamente a pousada tinha sido uma casa de Senhor de Engenho com muitos escravos ainda tinha o moinho onde era feito o açúcar pelos escravos a senzala e a capela sempre mantivemos se sabe turista gosta de coisa antiga bem voltando ao evento chegando a capelinha fiquei abismada por ver tanta gente muitos chorando entrei na porta todos sentados e vi minha secretaria a discursar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Que posso dizer da Drica, sempre foi uma alma boa, sempre preferiu se sacrificar a magoar alguém, é o ombro pra onde corria nas noites de tristeza e a pessoa que sempre esteve lá quando precisei, hoje digo com toda a certeza que te amo Drica você é sempre será a melhor amiga que tive.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Meus olhos encheram-se de lágrimas, corri para dar um abraço na Luiza, quando subi no Altar avistei um corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Gritei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;-Nossa é um velório.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Levantei ao véu que cobria ao rosto do defunto. E fiquei paralisada vendo que a morta era eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Passei o dia ali olvido as declarações de meus ex-colegas de escola e profissão. A minha cozinheira da pensão sendo interrogada pela policia, dizia o investigador passando o laudo da morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- A Andréia Fuchiru, morrera após acidente de trânsito cito ao quilometro 30 da rodovia Almir Pasquali por volta das 6:50 Hs da manhã de Sábado dia 27/01/2010 sozinha e segundo o laudo com vestígios de embriagues provável causa do acidente dormira ao volante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Acompanhei ao meu enterro numa linda cerimônia ali mesmo na pousada eu fora enterrada de frente ao mar junto aos meus pais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No cortejo fúnebre haviam mais de 300 pessoas via a sinceridade da tristeza por minha morte nos olhos delas. Enfim senti que tinha deixado algo de valor em meu legado terreno, nunca imaginei que faria falta pra alguém ou que tinha tanta gente que se importa-se comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Agora posso enfim partir em paz, dar alento e descanso a minha alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Felix Ribas)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-7166501986591402544?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/7166501986591402544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2010/01/drica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/7166501986591402544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/7166501986591402544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2010/01/drica.html' title='~☥ DRICA☥~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNQ2c6abI/AAAAAAAABW0/oOJBjN8vT-8/s72-c/mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-1766850732743378303</id><published>2010-01-09T16:09:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T15:12:51.111-08:00</updated><title type='text'>~ ☥  INTERCÂMBIO RACIAL  ☥  ~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S0kbRIbWbdI/AAAAAAAABQU/lnhogCFp4Z0/s1600-h/girlsnowcrowlt9.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 238px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S0kbRIbWbdI/AAAAAAAABQU/lnhogCFp4Z0/s400/girlsnowcrowlt9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424897207278398930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YLde6qCgI/AAAAAAAABWs/KkCMSyqiudA/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YLde6qCgI/AAAAAAAABWs/KkCMSyqiudA/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433042601612282370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;* Parceria de Ravenna Raven e M. D. Amado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Não havia sangue em teu corpo.&lt;br /&gt;E não me refiro a feridas ou sangue de outras pessoas. Realmente não havia sangue circulando em suas veias. Teu olhar era tão negro quanto a própria cor de teus olhos. O toque gelado da ponta de seus dedos em meu rosto, me preenchia com uma sensação mista de medo e tesão. O beijo, ao contrário, era inexplicavelmente quente. Muito quente. E digo isso também de forma figurada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Não me recordo como fui parar em seus braços. Minha última lembrança de vida é a de estar voltando para casa, de madrugada, cochilando no metrô. A última voz humana que ouvi foi do condutor anunciando a estação Praça da Árvore. Depois disso, não consegui mais abrir os olhos por um bom tempo. Sentia frio. Muito frio. Sabia que estava deitado e nu, sobre alguma superfície áspera e morna, contrastando com o ambiente gelado ao meu redor. Quando ouvi sua voz em meus ouvidos, consegui então abrir os olhos e pude vê-la pela primeira vez. Pavor e excitação. Beleza e monstruosidade... Ainda não consigo definir bem o que sinto quando a vejo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ela me tomou pelas mãos, me ergueu e me disse algo que nunca mais poderei esquecer...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Como é estar do lado errado da estaca, caçador?” – a criatura transmutada em mulher solta um sorriso pelos lábios vermelhos. “Bastante ousado, mas um tanto imaturo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Senti-me como um rato entre uma parede e um faminto felino de saias. Todo o meu ser pedia para empurrar esta mulher e sair correndo com todas as minhas forças, mas algo me impedia de desviar os olhos dos seus seios e isso estava evidente no volume crescente em minhas calças. Esta resposta me causou certa confusão, pois nos meus estudos os vampiros eram tidos como criaturas anaeróbicas e assexuadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Os seus estudos são meramente humanos, caçador”. – disse como se lesse meus pensamentos. “O real entendimento da nossa raça não se encontra em grimórios ensebados de abadias ou círculos secretos de velhos anciãos. Para entender nossa espécie, olhe-se no espelho e veja sua história. Matando seu próximo, enganando, pilhando. Sua espécie é tão semelhante a nossa que poderíamos conviver lado a lado... mas quem domina o mundo hoje?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sinto um gosto amargo na minha garganta e tento articular uma desculpa, que agoniza e morre. Levanto-me e no mesmo momento uma força invisível me arremessa ao chão. A vampira continua sua história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Hoje você caminhou um passo glorioso no entendimento dos vampiros, caçador. Sabe o que somos, sente a nossa sede e agora vai sentir como é nossa morte. Pense nisso como um intercâmbio racial”. – a vampira então quebrou o assoalho como se fosse uma placa de isopor e saltou dentro do buraco, levando consigo a cortina pesada e empoeirada do quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O sol invadiu o recinto como uma fera assassina e o caçador mal teve tempo de se esconder antes de explodir numa nuvem de cinzas negras. De dentro do buraco, a voz suave da vampira ecoava pelo quarto abandonado como se fosse uma espécie de maledicência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Vampiros... humanos... quem são os verdadeiros monstros”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-1766850732743378303?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/1766850732743378303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2010/01/intercanbio-racial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/1766850732743378303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/1766850732743378303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2010/01/intercanbio-racial.html' title='~ ☥  INTERCÂMBIO RACIAL  ☥  ~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S0kbRIbWbdI/AAAAAAAABQU/lnhogCFp4Z0/s72-c/girlsnowcrowlt9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-5408045006179101900</id><published>2009-12-07T15:59:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T15:13:35.845-08:00</updated><title type='text'>~☥ VINDE A MIM AS CRIANCINHAS ☥~</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sx2XK1rifXI/AAAAAAAABD0/alllqbkir8w/s1600-h/e5b568f38266e47bb6af8f4cf0e2cf5a_web.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 448px; height: 234px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sx2XK1rifXI/AAAAAAAABD0/alllqbkir8w/s400/e5b568f38266e47bb6af8f4cf0e2cf5a_web.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412648539633384818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YLJO2HI7I/AAAAAAAABWk/6B6nI39L5aM/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YLJO2HI7I/AAAAAAAABWk/6B6nI39L5aM/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433042253700866994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Ainda me arrepia só de pensar em tal episódio...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Minha família tinha se mudado para uma cidadezinha do interior bem retirada, apenas turistas passavam vez ou outra por lá.&lt;br /&gt;Fomos morar num antigo casarão o qual meu pai havia adquirido num leilão, apesar de termos ido contra a idéia de morar no local, mas meu pai alegando precisar de descanso acabou nos convencendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ele dizia que ali poderia sentir finalmente o cheiro do mato, do mar e o canto dos pássaros pela manhã estando enfim longe de toda aquela parafernália urbana e é claro, da poluição e outras coisas da cidade grande. Então minha mãe, meu irmão e eu concordamos relutantes em irmos com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Uma semana depois, quando tudo já estava em seus devidos lugares, meu irmão Josué e eu resolvemos sair para explorar as redondezas do terreno que era realmente grande.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Era uma tarde abafada, de ventos quentes de verão.&lt;br /&gt;Desobedecendo às ordens rígidas de minha mãe para que não fossemos longe devido à hora e o tempo que se fechava, caminhamos pelo quintal imenso da casa.&lt;br /&gt;Mangueiras cobriam boa parte do terreno com suas sombras e me perguntava quem venderia uma propriedade inteira num leilão e tão barato? Lembro-me de ter feito essa pergunta a minha mãe e ela me disse que a casa pertencia a um senhor muito velho que não possuía filhos ou nenhum familiar que pudesse chorar sua morte, ficando então a propriedade em poder do banco para ser vendida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Morrer sozinho sem ninguém para jogar flores em seu túmulo e nem para rezar um ultimo terço em sua memória devia ser horrível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Andamos um bocado olhando cada fresta, cada ruína, cada lugar escondido e Josué parecia uma criança, apesar dos seus 17 anos. Descobríamos um mundo novo e diferente daquele em que estávamos acostumados até então.&lt;br /&gt;Haviam vários casebres de madeiras ruindo, poços abandonados,lápides e moinhos entre outras coisas curiosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O tempo parecia passar mais rápido daqui de cima estávamos longe de casa.Eu a via lá embaixo, no meio das árvores de copas altas, seu telhado vermelho se sobressaindo com a chaminé fumegante.&lt;br /&gt;Chegamos a uma espécie de galpão grande, cheio de buracos, onde fomos nos proteger da chuva  forte que começava a cair fazendo uma barulheira no telhado de zinco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E já começava a esfriar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Já passava das cinco e o céu havia escurecido com as nuvens negras e carregadas.O aguaceiro formou grandes poças e o barulho nas telhas era ensurdecedor.&lt;br /&gt;Peguei um caixote de madeira e me sentei a espera do final da tempestade, estava molhada e com muito frio e tudo o que eu queria era um bom copo de leite quente e roupas secas, mas cabia agora esperar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;-A mamãe deve estar preocupada.- disse Josué olhando por um buraco na parede.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;-Preocupada? Ela vai nos matar!- disse Josué, agora parecendo mais preocupado ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;De repente vejo uma sombra furtiva no fundo do galpão e apesar da escuridão causada pelo tempo havia uma tênue claridade vinda dos buracos do teto e das paredes. Forcei a vista e fiquei perplexa quando vi uma figura pequenina. Uma não, duas meninas.&lt;br /&gt;Era o que parecia, apesar da confusão tinham os cabelos negros escorridos até os ombros, deviam ter uns 3 ou 4 anos no máximo. Mirradinhas e descalças apesar do frio que fazia àquela hora, pulavam nas poças como se pulassem amarelinha. Josué não acreditava no que via.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;-Que espécie de mãe deixaria crianças sozinhas assim no frio, na chuva. Será que mora alguém nos fundos dessa tapera?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;-Não sei, devem ser vizinhos.- respondi sem conseguir tirar os olhos daquelas figuras que se aproximavam devagar, sempre pulando e confesso que estava morrendo de medo e mal conseguia me mexer.&lt;br /&gt;Era um temor inexplicável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Um raio caiu muito perto me assustando enquanto Josué se aproximava de uma delas a fim de perguntar o que faziam ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Olhei para o lado e lá estava ela.&lt;br /&gt;Como teria aproximado tão rápido perto de mim sendo que estava tão distante quase no fundo do galpão chegava a sentir a respiração pensei em tocá-la, mas ela se virou, nessa hora Josué gritou e foi um grito de pavor que nunca mais vou esquecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;-Os olhos!!! Os olhos!!! –ele gritava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Os olhos eram apenas órbitas vazias escuras e carcomidas por vermes. A boca era enrugada, meio que retorcida e corroída como um buraco negro sem fundo de onde vinha um cheiro pútrido de mil sepulturas.&lt;br /&gt;Os cabelos soltavam-se do couro cabeludo aos montes e pústulas de pus e sangue escorriam dos orifícios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Saímos dali correndo sem olhar pra traz ou se preocupar com a chuva ou os raios, quando chegamos em casa totalmente encharcados não conseguíamos dizer uma só palavra para minha mãe já estava se descabelando de preocupação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Só depois de uma boa xícara de chá bem quente e roupas secas, ai então contamos o que havia acontecido.&lt;br /&gt;Minha mãe ouviu tudo horrorizada, foi ai que a vizinha uma senhora que cuidava da propriedade já há vários anos nos disse que aquele galpão era mal assombrado, pois ali naquele terreno eram feitos sacrifícios humanos em rituais de magia negra e as vitimas eram todas crianças da região que desapareciam. Algumas os ossos tinham sido encontrados ao redor do galpão, mas outras estavam perdidos em algum lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ela nos disse que teríamos de voltar lá e dar nosso perdão a elas e abençoá-las, pois estavam sem luz.&lt;br /&gt;Mas e a coragem de passar por tudo aquilo de novo, onde estava???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Se ainda estão lá?...Não sei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Talvez esperando uma próxima chuva!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;( R.Raven☥ )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-5408045006179101900?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/5408045006179101900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/vinde-mim-as-criancinhas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/5408045006179101900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/5408045006179101900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/vinde-mim-as-criancinhas.html' title='~☥ VINDE A MIM AS CRIANCINHAS ☥~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sx2XK1rifXI/AAAAAAAABD0/alllqbkir8w/s72-c/e5b568f38266e47bb6af8f4cf0e2cf5a_web.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-2968346619848395230</id><published>2009-12-02T15:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T15:14:34.750-08:00</updated><title type='text'>~# ☥ A TRISTE SORTE DE EZEQUIEL MORAES ☥#~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxb7cLu3VXI/AAAAAAAABDk/vZP_mt0sUkU/s1600-h/bebe_tentaculos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 446px; height: 257px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxb7cLu3VXI/AAAAAAAABDk/vZP_mt0sUkU/s400/bebe_tentaculos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410788463936492914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YK5_LFrVI/AAAAAAAABWc/wG7T9CY53Ps/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YK5_LFrVI/AAAAAAAABWc/wG7T9CY53Ps/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433041991795846482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*CLICK* Encontrado estranho animal nas florestas da áfrica Central. De acordo com as testemunhas era um mamífero quadrúpede revestido de escamas e com as patas dianteiras de leão e as traseiras de ave. A cabeça era de réptil como uma cobra ou lagarto e a língua, bifurcada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*CLICK* O zoólogo e professor de História Natural T. Anderson e o explorador Paul Sladen descobriram um animal não catalogado na história da zoologia. Os nativos da área o chamam de “Olitau”; um réptil voador de coloração preta e dentes serrilhados como os de um crocodilo. Voava baixo e numa rapidez espantosa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O dedo indicador de Ezequiel apertava nervosamente o botão do mouse e uma diversidade de imagens banhavam o rosto daquele velho homem, refletindo vez por outra a tela do computador nas lentes dos seus óculos, que teimavam em escorregar pelo nariz redondo e suado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*CLICK* Avistado animal estranho nas encostas alpinas da Suíça, da Baviera e da Áustria. Os habitantes o conhecem por “Tatzelwurm”. Media cerca de sessenta a noventa centímetros de comprimento...*CLICK* ...de trinta anos foi avistado animal semelhante, de sessenta centímetros a um metro. Fusiforme e alongado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-“Eu sei que você está envolvido nisso. Eu sei”! - Ezequiel Moraes era um velho arqueólogo que há vinte anos tenta provar para a humanidade o impossível. A veracidade sobre a existência do livro-pai dos livros. O legendário Necronomicon.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*CLICK* ... queda de pedaços de carne em Kentucky – 1876... *CLICK*...chuva de sangue em Granada – 1944...  *CLICK*...pela noite que durou dois dias no México – Cuauhtitlan... *CLICK* *CLICK* *CLICK* *CLICK*... E as imagens banharam a face carrancuda de Ezequiel por toda a madrugada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A manhã chegara e o sol esquentava a nuca do velho, que dormia debruçado na escrivaninha do escritório. Ao acordar, Ezequiel prepara-se para tomar o seu freqüente desjejum: um cigarro meio torto que dividiu com ele a fatídica noite e um copo de café frio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Acendeu. Deu uma tragada. Baforou-a. “Sapos de duas cabeças no Kansas/aranhas aladas em New Yorkshire/ chuva de peixes no Saara...” - Onde está você, seu filho da puta!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resolveu sair. Andando pela rua tinha o vício de escutar a conversa dos demais, preguiçosos em suas caminhadas pela manhã matutina e fria de outubro.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- ...das fazendas. Não se tem mais segurança nem na roça, compadre. No curral do Marcelino foram duas vacas premiadas. Se sangue nenhum!”. - escarra e cospe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Tão “falano” que é o tal do chupacabra, Zé! - faz uma careta e o sinal da cruz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ezequiel passa pelos dois caipiras e não consegue segurar uma expressão de asco. “Ignorantes! Só eu sei a verdade! - murmura baixinho, arremessando sua segunda guimba de cigarro pelo chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E um mês se passou se passou exatamente assim. Clique. Reflexo na cara, sono mal dormido, despertador solar, cigarro amassado e mais resmungos pelas ruas até que certo dia encontra um novo personagem entre suas caminhadas. Era um mendigo velho e maltrapilho, rodeado por pessoas e formigas que entravam e saíam pela sua boca e nariz. Pelo que parecia havia morrido em conseqüência do frio da madrugada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ezequiel nunca foi de rodear ”presuntos” ou acidentes, mas alguma coisa naquele homem (utilizando o termo “homem” somente para figuração, pois eu rosto contorcido e surrado pelo frio deixava-o longe de qualquer representação da espécie) chamou a sua atenção. No bolso do seu paletó encardido estava um pequeno disquete com a caixa protetora ainda lacrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-Por que não? – pensou, e como o vento agarrou o objeto sem que os populares notassem sua ação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chegando em casa a sua expectativa era enorme. Entrou como um raio no escritório com o disquete numa mão e meia garrafa de martini na outra. *CLICK*. A pequena tela de LCD lambia novamente o seu rosto que, ao invés de sisudo e preocupado, estava radiante e abobalhado. “Eu tenho certeza que agora finalmente te peguei!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um minuto. Dois. Cinco minutos e nada ocorria. A face do velho ia murchando novamente como uma flor no inverno até que de repente...o contato...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“pág. n° 104 do diário do Dr. Carlos Albuquerque – 15/06/1986.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muito me foi passado nestes anos de pesquisa sobre o livro do árabe louco Abdul Al-Hazed (a face de Ezequiel brilhou como uma supernova), mas temo em pagar pelos ensinamentos. A quem estiver lendo este documento peço que delete toda a informação arquivada e livre sua alma imediat... *CLICK*...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*CLICK*... pág n° 106 do diário do Dr. Carlos Albuquerque – 17/06/1986.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;TÍTULO: Necronomicon ET Mortis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OPÇÃO: Invocatio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ACESSAR: Sim / Não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ezequiel ria como bobo até formar uma pequena espuma no canto de sua boca. “Desgraçado! Eu sabia que você iria se apresentar a mim, eu sabia! Eu sabia seu merda...”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Excitado e trêmulo, acendia um cigarro atrás do outro e bebia seu terceiro Martini.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; -A academia vai ver só. Vão ter que comer merda pra poderem ter acesso a esta belezura! Ah, se vão!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Invocações, litanias, gravuras, e a mente enevoada do pesquisador devorava páginas e páginas até que uma em especial lhe chamou a atenção. R’LYEH CTHULHU. Era uma página meio apagada devido a um mau funcionamento do scanner e com certeza tinha como fonte o próprio Necronomicon. No canto superior estava um pequeno texto, de escrita cuneiforme e possivelmente de origem sumeriana. Ezequiel não pensou duas vezes e acessou seu Web Translate para converter o artefato numa linguagem mais próxima à da humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q’OND MTALLY DGLLT’A&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BGOLLI XT’A AML’TA IIB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;R’LYEH CTHULHU AML’TA IIB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AML’TA IIB CTHULHU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AML’TA IIB B’GHOLLEÉ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AML’TA IIB QSATDO-N&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AML’TA IIB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O velho ficou pensando em como seria a garganta que pronunciaria aquelas palavras com precisão e o que elas significavam realmente. Leva então o copo de Martini a boca e nota que está vazio, assim como a garrafa. Ezequiel então se levanta e segue, pensativo, em direção da sala para preparar outra bebida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q’OND MTALLY DGLLT’A – Ao voltar, sente uma estranha formicação nas pernas e, por instinto, levanta uma das barras de suas calças e grita... grita... grita...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gritos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Até a altura dos joelhos pústulas e chagas se abriam como pequenas bocas, vomitando a carne que se liquefazia em pus. BGOLLI XT’A AML’TA IIB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entorpecido pela dor e pelo horror Ezequiel tenta correr, mas no terceiro passo sente sua tíbia romper-se com o peso do seu corpo e cai. O velho então tenta se arrastar, mas a dor que sente quando sua bacia descarnada raspa pelo assoalho é lacerante. R’LYEH CTHULHU AML’TA IIB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AML’TA IIB CTHULHU – As costelas entortam-se e enroscam no carpete enquanto as vértebras cervicais rolam pelo chão como dados mal jogados num jogo de azar. AML’TA IIB B’GHOLLEÉ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os gritos do velho Ezequiel agora não passam de borbulhas e gorgolejar quando sente as falanges estatelarem com as quedas do úmero e do rádio. AML’TA IIB QSATDO-N&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O show de horrores só terminou com o ríspido rolar de um crânio de órbitas vazias pelo chão da sala. Tudo era silêncio até que se ouvem passos pela casa vazia e uma grotesca figura que cuspia uma grande quantidade de formigas adentra no escritório. O mendigo sorri ao colocar o disquete no bolso e vai embora dando pouca ou quase nenhuma atenção a pilha de ossos secos daquilo que a poucos minutos atrás foi um homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*CLICK* BZZZZZZZZZZZZZZZZ... *CLICK*…*CLICK*…*CLICK*…*CLICK*...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tradução concluída com sucesso:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buffer em 45%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buffer em 60%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buffer em 75%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buffer em 93%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buffer em 100%&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ATERRAI PORTENTOSAS RAÍZES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PRIMEVAS E NEGRAS E LIVRAI-NOS DA CARNE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ONDE CTHULHU DESCANSA, LIVRAI-NOS DA CARNE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LIVRAI-NOS DA CARNE, CTHULHU&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LIVRAI-NOS DA CARNE, B’GHOLLEÉ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LIVRAI-NOS DA CARNE, QSATDO-N&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;LIVRAI-NOS DA CARNE...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Iam Godoy)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-2968346619848395230?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/2968346619848395230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/triste-sorte-de-ezequiel-moraes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/2968346619848395230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/2968346619848395230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/triste-sorte-de-ezequiel-moraes.html' title='~# ☥ A TRISTE SORTE DE EZEQUIEL MORAES ☥#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxb7cLu3VXI/AAAAAAAABDk/vZP_mt0sUkU/s72-c/bebe_tentaculos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-2511842129712684437</id><published>2009-12-02T15:24:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T15:15:39.214-08:00</updated><title type='text'>~# ☥ A SUICIDA  ☥ #~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxb4nZGW0KI/AAAAAAAABDc/Qd2tIzOZ_Tc/s1600-h/Dark%2520Art%2520Wallpapers%252006-159489.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxb4nZGW0KI/AAAAAAAABDc/Qd2tIzOZ_Tc/s400/Dark%2520Art%2520Wallpapers%252006-159489.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410785357968363682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YKilqVE9I/AAAAAAAABWM/6VwY5JLhCx4/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YKilqVE9I/AAAAAAAABWM/6VwY5JLhCx4/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433041589810566098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Essa história aconteceu há muito tempo. E confesso, foi uma das experiências mais divertidas que já tive.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;De início, pode parecer triste ao leitor a história aqui relatada, mas você verá que aqui no bosque maldito nossos valores estão acima da compreensão de muitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A corda já estava amarrada e bem firme em seu pescoço. Aquela estranha menina, que aparentava ter uns dezoito anos, amarrou uma corda na árvore e sentou-se num galho, chorando, com um olhar vazio e sem esperança por trás de seus lisos cabelos negros desgrenhados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O nó que ela deu em seu pescoço estava bem apertado. Ela estava disposta mesmo a se matar.&lt;br /&gt;E levantando-se lentamente, ela aos poucos preparava-se para pular.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E quando já estava com os pés firmes sobre o galho, pronta para se jogar, nós surgimos...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Duendes e gnomos aproximavam-se da árvore, observando a suicida bem de perto.&lt;br /&gt;As fadas vieram voando e cercaram o local, espalhando-se todas sentadas para assistir a cena. E todos chegavam aos poucos: os sátiros, as bruxas, e até os trolls que os gnomos odiavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mas a suicida não podia ver nenhum de nós. Seus olhos estavam fechados para o mundo mágico do bosque, tamanha era a negatividade que ela trazia no coração.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro quando fui chamado para ver a cena. Faunos vindos de todas as partes, correndo como loucos, espalhavam a notícia por todo o bosque, e vieram bater em minha porta, dizendo que todos nós precisávamos ir ao local.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eu fui com os faunos, e fiquei ali, num canto escondido, presenciando a cena.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;As bruxas prepararam rapidamente o ritual.&lt;br /&gt;Elas ergueram a fumaça mágica entre as árvores, de onde podíamos ver tudo o que se passava na mente da suicida. E esse ritual era possível porque muitos seres mágicos estavam ali presentes, inclusive os faunos, que invocavam as imagens com o som de suas flautas.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;—    Frederic! Toque a flauta! – ordenava-me a bruxa Selene, já em êxtase.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E eu atendi sua ordem com certa má vontade, mas atendi, afinal era Selene quem ordenava, a bruxa mais poderosa do bosque.&lt;br /&gt;As imagens então começaram a surgir entre as árvores, e Selene, mesmo de olhos fechados, já sentia tudo e discursava com vigor e empolgação tudo o que se passava.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Era um ritual, sem dúvida. E a suicida nem percebia que estávamos todos ali, preparando aquele ritual para ela, e esperando que ela pulasse logo.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Os Sátiros riam com os Trolls, que gritavam: “Se joga logo filha da puta!”.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E Selene prosseguiu com seu discurso furioso, um discurso que todos nós podíamos ver em imagens na fumaça mágica entre as árvores.&lt;br /&gt;Não lembro de todo o discurso-ritual na íntegra, mas as imagens nunca vão me sair da cabeça. E era algo que nas palavras de Selene saía mais ou menos assim:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“As cidades estão se corrompendo.&lt;br /&gt;Pais surram e estupram suas filhas. A corrupção e a injustiça reina na sociedade. Os homens mergulham no sangue de seus irmãos, a igreja está sendo destruída.&lt;br /&gt;Povos morrem de fome. Estão morrendo por moléstias e crimes. Cidades estão sendo queimadas, o pai se revolta contra o filho. O irmão contra o irmão, a mãe contra a filha.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Tudo isso nos faz morrer!”&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Todos entraram em êxtase quando Selene gritou essa última frase.&lt;br /&gt;A canção das flautas dos faunos contribuía ainda mais para toda aquela empolgação.&lt;br /&gt;Uma festa, em que cada frase de Selene aparecia com nitidez em imagens na fumaça mágica!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E Selene continuou:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Famílias estão sendo divididas, a fidelidade e o amor estão morrendo.&lt;br /&gt;Há prostituição nos lugares sagrados. Noite e morte contínuas sobre os humanos!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;TUDO ISSO NOS FAZ MORRER!”.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;A voz de Selene era alta e macabra, sombria, bizarra. Poderosa!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Logo depois, veio o silêncio. A suicida estava prestes a se jogar do alto da árvore.&lt;br /&gt;A tristeza estampada em sua face era imensa. Sua roupa e seu corpo maltratado mostravam que ela chegou ali depois de muita provação.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ninguém dizia mais uma palavra. Selene ficou em silêncio, os faunos pararam de tocar suas flautas.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;As imagens sumiram, o bosque inteiro ficou em silêncio.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ela pulou.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ouvi um não estridente e prolongado vindo de Selene.&lt;br /&gt;Era o desfecho do Ritual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;— SUICIDAAA! – Chamava Selene pela estranha garota, em seu ritual de invocação.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E lá estava a garota, pendurada pelo pescoço.&lt;br /&gt;Morta...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Morta?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Desamarramos a suicida e a deixamos no chão. Agora podíamos tocá-la, pois sua negatividade abandonou seu coração e não mais nos repelia. Preparamos então sua transformação.&lt;br /&gt;Todos pularam sobre a suicida, prontos para transformá-la.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Quando nos afastamos, deixamos a garota, que já andava com certa dificuldade.&lt;br /&gt;Ela acordava aos poucos, e quando olhou ao redor e viu todos nós diante dela, assustou-se e teve medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Selene aproximou-se da suicida e disse:&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;— Tudo isso nos faz morrer... e ouvimos sua dor quando você gritava em seus pensamentos: ODEIO MINHA VIDA! – Gritou apontando para a nova imagem que se formava na fumaça mágica entre as árvores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Era a imagem da garota, como num espelho, dessa vez transformada numa espécie de zumbi.&lt;br /&gt;Suicida agora era seu nome, e ela passou a viver entre nós no bosque. No início sentia medo, mas assimilou rápido o fato de que morreu para um mundo para nascer em outro.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nada podíamos fazer para impedir que ela pulasse.&lt;br /&gt;Se ela não podia nos ver, nós simplesmente não existíamos para ela, e sua negatividade nos repelia de tal forma que poderia até nos ferir gravemente.&lt;br /&gt;Mas depois de morta, podíamos recebê-la em nosso mundo, e proporcionar a ela experiências para preencher o vazio de sua existência.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Experiências que nos fazem viver para sempre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(Arcano Soturno)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-2511842129712684437?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/2511842129712684437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/suicida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/2511842129712684437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/2511842129712684437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/suicida.html' title='~# ☥ A SUICIDA  ☥ #~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxb4nZGW0KI/AAAAAAAABDc/Qd2tIzOZ_Tc/s72-c/Dark%2520Art%2520Wallpapers%252006-159489.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-2210735709496476482</id><published>2009-12-02T14:52:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T15:16:21.455-08:00</updated><title type='text'>~# ☥ PREDIÇÃO ☥#~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxbw8eiGDII/AAAAAAAABC0/MapZW1ZAPT4/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Os trovões soam como tambores e os fechos de raios que rabiscam as nuvens, desenham um olhar que lhe assombra.&lt;br /&gt;Dois olhos grandes lhe causam pavor. Como se algo viesse buscá-la e aproxima-se muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Virna sente-se agoniada e sai pela porta do quarto se arremessando pela escada em espiral que parecem não ter fim.&lt;br /&gt;Sua camisola possui uma calda que se arrasta pelos degraus. Sob o último degrau Virna encontra-se estática.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Os sons dos trovões estão mais próximos e tornam-se ensurdecedores. Ela parte em direção à porta da frente, mas sente que algo em instantes irá abrí-la e em encontro será inevitável. Então elimina esta alternativa.&lt;br /&gt;Resolve, enfim sair pela porta dos fundos que dá para um imenso jardim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O piso daquele casarão é todo quadriculado em preto e branco, onde os quadrados pretos afundaram-se e viraram buracos.&lt;br /&gt;Sua imaginação não criaria tais momentos, mas ela arrisca-se ao perigo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; Virna sente medo e acima de tudo pressa. Consegue, enfim, a liberdade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Corre sem saber para onde ir, mas por trás dela estava a casa e dela conseguia ouvir somente as portas baterem sem parar e repetidas vezes, até as janelas não agüentarem, estilhaçam todos os vidros.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Correndo pelo jardim sente-se aflita e ouve passos quebrando os galhos no caminho atrás dela e com certeza não eram os seus.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Desesperada, seu corpo encontra-se com um espantalho, que fica na plantação de legumes, o grito de pavor vem em sua garganta  e rapidamente é sufocada pelas suas mãos.&lt;br /&gt;Mas a criatura ainda esta no seu encalço. Virna atravessa um vale que termina à beira de um abismo e lá embaixo somente as ondas se arrebentando nas pedras. Percebe-se em uma situação sem saída.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O vento soprava forte, violento e a criatura se revela de uma sinuosa fumaça negra.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Pablo é seu nome.&lt;br /&gt;E veio por um intuito apenas. Reinvidicar sua esposa. Ele apresenta-se muito Cortez e diz:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;      - Eu sou Pablo e sou um Vampiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Virna treme muito, sem ação não tem iniciativa alguma para ao menos apresentar-se.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Você é muito bela e seu nome é Virna, ou estou enganado?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Como também já foi Úrsula em sua vida passada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Não sei do que você esta falando. Meu nome é apenas Virna. Por que me persegue?&lt;br /&gt;- Ela interrompe o diálogo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Vim ao teu encontro para te desposar. Não te recordas de tua promessa?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;     - Não fiz promessa para ninguém, muito menos para você! – Alterada ela responde sem compreender.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ele mergulha em suas lembranças.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;     - Nós éramos amantes, quando seu nome era Úrsula. Nunca tive coragem de lhe transformar ou apenas saciar minha sede. Amei-te demais, e assim, vivemos e nos completávamos.&lt;br /&gt;Até você adoecer, então você me prometeu na hora de sua morte, que em sua próxima vida por direito serias minha novamente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Você tem a essência de Úrsula.&lt;br /&gt;Sabia que você já foi uma poderosa Bruxa? &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;E vejo que a tradição continua em ti. Com sua morte sofri muito. Seu espírito reencarna em ti pela primeira vez e pra mim não foi difícil encontrá-la, pois o poder e o aroma  que seu espírito emana vem com muita facilidade ao meu encontro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Novamente Virna interrompe:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Não desejo ser sua esposa. Pois o meu destino me pertence e somente eu o governo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;   - Não quero perder você porque dessa vez terei coragem e lhe transformarei, sentarás ao meu lado no trono como uma rainha.&lt;br /&gt;O nosso amor se eternizará.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Virna grita:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;   - Naaaaaaaaaaaão!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Os relâmpagos e trovões cessam e somente o assovio do vento lhe vem aos ouvidos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ela completa:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;  - Será que em minha vida passada eu não lhe prometi algo mais?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; Virna aproxima-se do abismo, correndo perigo de cair.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- O que queres dizer? – Ele interroga.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Talvez uma profecia do tipo, que você deve tentar encontrar a vida certa em que te aceitarei. Como já lha disse anteriormente, sou dona do meu destino e somente  eu o governo! – Virna faz a revelação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Virna!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; Cuidado, venha comigo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Você esta na beira do abismo não te saída. – Pablo alerta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Você só não sabe de uma característica minha e isso Úrsula não lhe disse.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Virna finaliza seu devaneio.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- De que mesmo na beira do abismo...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;           Eu adoro voar...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Virna atira-se na escuridão do abismo.&lt;br /&gt;Ainda com o sorriso no rosto por ter acabado  com o sonho de Pablo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- Naaaaaaaaaaaaaão! – Pablo grita desesperado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Um raio rompe o céu e seu som vai além dos mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virna acorda em súbito assombro, levanta-se e caminha até a janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Liartemis)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:16pt;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:16pt;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:16pt;"  &gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-2210735709496476482?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/2210735709496476482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/predicao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/2210735709496476482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/2210735709496476482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/predicao.html' title='~# ☥ PREDIÇÃO ☥#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxbw8eiGDII/AAAAAAAABC0/MapZW1ZAPT4/s72-c/6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-6196192774075055692</id><published>2009-12-01T14:57:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T15:17:11.826-08:00</updated><title type='text'>~# ☥ NÃO SOU UM MONSTRO ☥#~</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWkPdOqejI/AAAAAAAABB8/ZyjRFbSW3sY/s1600/FREAK.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 403px; height: 388px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWkPdOqejI/AAAAAAAABB8/ZyjRFbSW3sY/s400/FREAK.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410411112806644274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YKFiRlTxI/AAAAAAAABV8/QBpZcY-dg48/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YKFiRlTxI/AAAAAAAABV8/QBpZcY-dg48/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433041090685259538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ela me achou em meio aos livros. Numa tarde de um dia qualquer, se aproximou de mim. Reconheceu-me de uma publicação. Escrevo. Faço das palavras e frases, colchas de retalhos não coloridas. Tons de cinza e pedaços negros de tecidos, feitos de fios de imaginação. Sangue e espíritos sempre foram minhas preferências, embora não me faça de rogado diante de qualquer tema. Pode parecer a princípio, que eu seja convencido ou que “esteja me achando”, mas garanto-lhes que não se trata disso. Apenas não tenho medo das escritas. E somente das escritas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No começo fui encantado pelas mesmas virtudes ou dons. As palavras. E talvez não há ninguém melhor que ela, para proferi-las. Seja falada ou escrita, embora sua naturalidade com as letras jogadas em meios literários seja muito mais destacada. Teus olhos chegaram até mim com um brilho de novidade. Com ar de encanto e descoberta. A voz trouxe um tom de maturidade. Em pouco tempo estava em teu colo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;As tardes de caminhadas no parque nos inspiravam a desenhar os mais belos poemas. Enquanto que nas manhãs de passeios de barco, ao som das cores do mar, rabiscávamos o pudor, sobrepondo-o com as mais devassas fantasias sexuais. Mas em pouco tempo as coisas foram tomando outra forma. Aquela mulher quase perfeita mostrou teu corpo frio. Tuas mãos tocavam minha nuca com a brancura do pólo norte. Mantinha-se distante por vezes, a ponto de não me ver à sua frente. Meu sorriso ardia. As roupas se soltavam ao vento. A via nua de preconceitos, mas também de culpas. Mas eu não era visto por ela da mesma forma. Em alguns momentos, seu olhar sobre mim era de estudo. Teses.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Então aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Não sei como, mas um dia acordei preso a certas correntes. Meu corpo jogado em um calabouço de estranhas sensações. De um lado o característico cenário de um lugar como esses: podridão, escuridão e umidade. O ar pesado da tortura do tempo invadia minhas narinas, enchendo meus pulmões de bactérias. Atrás de mim, um ambiente puro. Paredes pintadas de um verde claro quase balsâmico. Uma brisa fresca batendo em meus cabelos e costas, trazendo um pouco de esperança. Se movesse minha cabeça levemente para a direita, era capaz de escutar Brahms. Sem muita precisão, poderia dizer que era um concerto para violinos. Voltando-me novamente para frente, a composição era permeada pelo som de gotas e ratos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Fui julgado. Ou talvez justamente o contrário. Não tive veredicto. Mas ainda assim era estudado. Observado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Monstro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Em poucos dias depois de estar nesse lugar, vi meus pés sendo cobertos por escamas. As unhas enegrecendo e tornando-se afiadas. O mesmo acontecia com minhas pernas, aos poucos. Minhas coxas ainda não tinham sido tomadas por tal revestimento. Ainda sentia frio em meu corpo nu. Certa noite, minha garganta começou a coçar. Tentei pigarrear. Tentei ouvir minha voz e apenas sons guturais brotaram de dentro de mim. Senti meus lábios enrijecerem. Me veio em mente um de meus contos, onde um homem lagarto era um terrível raptor de mulheres, afim de que elas lhe servissem como parideiras de sua prole. Mas ali eu era o prisioneiro. Na manhã seguinte, confirmei quase sem espanto, a minha condição. O sol iluminava parte de meu tétrico lar provisório e abaixo de mim (comentei que estava pendurado com as mãos presas?), o reflexo na poça de urina me mostrou no que me transformei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Em algumas poucas horas no dia, sentia sua presença atrás de mim. Como se ela mesma tocasse os violinos. Todos ao mesmo tempo. Remédio para minhas dores. Lavagem cerebral para que não me revoltasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Não sou um monstro...” – eu dizia com certa carga de amargura na voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Nunca disse que era” – a resposta chegava em voz doce, carregada de dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Fim de algumas semanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Senti meu corpo mais forte. Estava tomado por completo por essa criatura que me veste. Foi quando ela ficou diante de mim, na parte suja. Pegou uma enorme chave enferrujada e abriu os cadeados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Você está livre. Não preciso mais observá-lo. Não vejo porque ficar mais com você.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Agora que me tornei... isso?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O silêncio calou os violinos. Exterminou os ratos e tapou as goteiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nosso olhar se cruzou, entornando lágrimas e trevas. “Eu não era um monstro”, eu repetia baixinho. “Nunca disse que era” – vinha novamente a mesma resposta automática. E simplesmente, como se desliga um aparelho eletrônico, ela virou as costas, pediu desculpas e disse adeus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Meus braços ainda formigavam. Senti o gelado líquido que me tomava as veias. Minha língua, agora bi-partida, sentia no ar o perfume de sua inocente maldade. Antes que a porta se fechasse, ela olhou para trás. Sorriu suas lágrimas. No final do corredor, pude ver através da fresta da porta, outro homem. Ele carregava arrependimentos. Levava palavras fúteis e decoradas. Era seu retorno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pedi um último olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Eu não sou um monstro... Abrace-me!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Violinos. A brisa. Minhas garras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Bebi seu sangue até a última gota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sempre fui um psicopata das letras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;(M.D Amado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-6196192774075055692?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/6196192774075055692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/blog-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/6196192774075055692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/6196192774075055692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='~# ☥ NÃO SOU UM MONSTRO ☥#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWkPdOqejI/AAAAAAAABB8/ZyjRFbSW3sY/s72-c/FREAK.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-9035829914321275638</id><published>2009-10-31T08:47:00.000-07:00</published><updated>2010-01-31T15:18:09.135-08:00</updated><title type='text'>~# ☥ O GRANDE PICADEIRO ☥#~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWmXPshHrI/AAAAAAAABCM/v3E5H1rTWhY/s1600/1857%7EEvil-Clown-Face-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 377px; height: 310px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWmXPshHrI/AAAAAAAABCM/v3E5H1rTWhY/s400/1857%7EEvil-Clown-Face-Posters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410413445635972786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YGtQmd0-I/AAAAAAAABVk/8gwbkUK-DNc/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YGtQmd0-I/AAAAAAAABVk/8gwbkUK-DNc/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433037375089267682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Clanc...Clanc...Clanc!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                   O barulho forte das marretas ecoava por toda aquela cidadezinha do interior. Os curiosos ficavam andando de lá pra cá, extasiados ao ver tanta coisa diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                  Homens passando com roupas coloridas, puxando jaulas de animais e fazendo muita algazarra, mudando a rotina do lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                     A grande tenda estava sendo armada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                 - Mãe olha um macaco!- exclamava uma criança alvoroçada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;quando via aquela figura pulando freneticamente de um lado para o outro, chamando a atenção das pessoas que ali se aglomeravam. Elas nem imaginavam que se tratava de um anão vestido de macaco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                 Deviam ter uma renda muito baixa, pois não possuíam muito luxo como os outros circos costumavam ter, aquele circo havia pertencido a um velho alcoólatra que cheio de dívidas, se viu obrigado a vendê-lo de uma hora para outra e os artistas que não tinham para onde ir, continuavam a se apresentar normalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                 A única coisa que mantinha o circo em pé era o Show de Horrores e os palhaços, que quando entravam no picadeiro deixavam as crianças explodindo em gargalhadas com suas brincadeiras sem graças, mas elas não se importavam, pois nunca tinham visto um palhaço antes. Eram palhaços de maquiagens fortes, sapatos descomunais, cabelos coloridos e sorrisos falsos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                 O Show de Horrores era a maior atração e a mais freqüentada pelos adolescentes, pois apenas os maiores podiam entrar mas os mais novos sempre davam um jeitinho de assistir ao espetáculo muitas vezes de graça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                 Dentro da tenda mal iluminada, havia um bebê de duas cabeças dentro de um vidro grande, coberto por um líquido amarelo e viscoso. Gêmeos siameses que conversavam entre si, (devia ser divertido ver um deles fumando enquanto o outro não suportaria o cheiro da fumaça). Indo mais adiante, um bezerro com três olhos, um cão com seis patas e uma mulher muito gorda. Ainda na tenda de horrores, havia um homem de aparência simiesca com o corpo coberto de pelos que lembrava e muito nossos antepassados pré-históricos era um tanto rude e todos o chamavam de Charlie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                                        Charlie, o macaco.            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;        A noite caia e mais um espetáculo começava. Malabaristas, mágicos e palhaços. Após o show, uma mãe desesperada gritava pelo nome do filho que havia desaparecido, mas não deram muita atenção, pois era normal as crianças se desgarrarem das mães em locais onde há um acumulo muito grande de pessoas. Deram uma busca infrutífera no circo e nada encontraram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;         No dia seguinte o circo continuava seu trabalho rotineiro. Alimentar os animais, limpar as arquibancadas para mais um show. Os animais estavam inquietos e Charlie parecia mais agitado e  agressivo do que de costume.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;          E assim antes do show começar, os palhaços se maquiavam, para arrancar risadas histéricas de criancinhas lindas de bochechinhas rosadas. Enquanto se arrumavam, o assunto era um só. O desaparecimento da criança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;        Todos conversavam sobre o acontecimento, pois não era um sumiço normal...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Seria esse circo amaldiçoado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Mais uma criança desaparecida nessa cidade também como se não bastasse aquela em Cruz das Almas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                     &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Vamos é ficar sem emprego logo, logo e aí? Viveremos do quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Eles pareciam mais preocupados consigo mesmo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Na grande tenda, cheia de remendos, as apresentações começavam. Lá fora uma noite de lua clara, só se ouvia o barulho dos aplausos e assovios em meio ao som dos instrumentos desafinados.E novamente no final do espetáculo mais uma criança tinha desaparecido. Os pais já não queriam explicações. Achavam que o circo tinha algo a ver com os sumiços, já que eram duas crianças desaparecidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;As pessoas da cidade estavam furiosas, com tochas em punho prontas para incendiar o circo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Depois de tantas buscas pelos arredores sem que nenhuma pista fosse encontrada, alguém grita... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Saindo de traz das barracas escuras vinha Charlie, com passos incertos e carregando um corpo inerte, que jazia em seus braços ensangüentados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ninguém se conformava com o que viam. Qual ser faria tal coisa... Principalmente Charlie, que só tinha a aparência assustadora, mas era inofensivo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Foi então que o dono do circo vendo seu empreendimento ir por água abaixo ordenou que entregassem o suposto assassino às autoridades. Infelizmente ninguém impediu que fizessem justiça com as próprias mãos. O pobre homem nem mesmo pôde se defender, afinal nem falar ele sabia a não ser emitir grunhidos desconexos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No dia seguinte, logo pela manhã, o velho circo estava de partida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A grande tenda era dobrada e o elenco guardava as fantasias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Os malabaristas, anões, mágicos, palhaços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Palhaços.&lt;/span&gt;..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E um certo palhaço tomava muito cuidado em empurrar os restos de seu café da manhã para dentro de uma velha arca negra, corroída pelo tempo, e limpar as marcas de sangue de sua roupa de babados cor de rosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Tudo guardado para ser usado novamente na próxima cidade, onde ele faria as lindas criancinhas de bochechas rosadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;  Rirem...Rirem...Rirem...                                                                                     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://www.latereautero.ning.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;(R.Raven&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-9035829914321275638?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/9035829914321275638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/10/o-grande-picadeiro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/9035829914321275638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/9035829914321275638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/10/o-grande-picadeiro.html' title='~# ☥ O GRANDE PICADEIRO ☥#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWmXPshHrI/AAAAAAAABCM/v3E5H1rTWhY/s72-c/1857%7EEvil-Clown-Face-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-5074848636581562581</id><published>2009-10-31T08:27:00.000-07:00</published><updated>2010-01-31T15:19:13.868-08:00</updated><title type='text'>~# ☥ UM PLANO FUNESTO ☥ #~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWoRfCM_aI/AAAAAAAABCc/OPclLda1G94/s1600/0l52lqx1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 356px; height: 287px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWoRfCM_aI/AAAAAAAABCc/OPclLda1G94/s400/0l52lqx1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410415545697500578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YJOdcwq0I/AAAAAAAABVs/w8C-0H7OUK0/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YJOdcwq0I/AAAAAAAABVs/w8C-0H7OUK0/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433040144497158978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;_... é verdade, precisamos de mais. Tenho fome de sofrimento e sede de sangue... – concluiu a estranha criatura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;_Deve ser algo fora do comum, que deixe as pessoas perplexas, perturbadas, algo que fuja da normalidade, da mesmice.... – emendou a outra, que parecia ser ainda mais aterrorizante que a primeira.&lt;br /&gt;Ambas permaneceram em silêncio raciocinando sobre seu plano macabro. O silêncio não era total somente pelo som asqueroso que elas emitiam ao respirar.&lt;br /&gt;A penumbra e o odor fétido que dominava o lugar indicava que não se encontravam no plano físico. Elas estavam além...&lt;br /&gt;_Antes as coisas eram mais fáceis, mas andamos exagerando na dose a tal ponto que as pessoas parecem anestesiadas emocionalmente. Parece que não se abalam com mais nada.&lt;br /&gt;_Tem razão. A última comoção que conseguimos foi com o caso da menina que caiu da janela, mas graças à imprensa, que conseguimos manipular com maestria.&lt;br /&gt;_Fomos perfeitos naquele episódio, os humanos são facilmente manipuláveis.&lt;br /&gt;_Já foi mais fácil, bem mais fácil. Precisamos de algo grandioso agora, uma coisa que marque...&lt;br /&gt;Novamente o silêncio se instalou e ao longe os urros desesperados de almas menos afortunadas denunciavam o funesto local em que aquelas criaturas se encontravam.&lt;br /&gt;_Creio ter encontrado a solução para nossos problemas...&lt;br /&gt;A outra olhou-a curiosa.&lt;br /&gt;_... pobres morrem todos os dias, ninguém se abala mais com isso. Adultos perturbados sexualmente que abusam de crianças inocentes também estão se tornando comuns, quase um clichê. Assassinatos, inanição, acidentes automobilísticos... ninguém parece mais se abalar com isso. Mas tenho algo em mente que aterrorizará esses humanos miseráveis e nos renderá alimento em abundância.&lt;br /&gt;A curiosidade da criatura aumentava ainda mais a cada palavra pronunciada pela sua interlocutora, que tinha seu olhar tétrico perdido no vazio.&lt;br /&gt;_Matemos pessoas abastadas, ao menos com um nível de vida acima da maioria. Mostremos que a morte não acomete somente os menos afortunados. Incluamos alguém de renome, de sangue nobre, de linhagem. Todas de uma única vez e de uma forma que elas dificilmente possam compreender o que as matou. Algo que torne seus últimos instantes de vida aterradores, confusos, desesperadores... As autoridades, a mídia e a população ficarão confusas, sem saber o que causou a morte delas, ou quando finalmente descobrirem já terão nos alimentado sobremaneira com sua dor, revolta e lágrimas...&lt;br /&gt;_Maldição, diga logo qual o plano, odeio esse suspense irritante! – esbravejou a outra criatura sentada sobre sua grotesca cauda escamosa.&lt;br /&gt;Com um sádico sorriso nos lábios grossos e verrugosos a outra prosseguiu.&lt;br /&gt;_Derrubemos um avião, um daqueles enormes. Cheio de pessoas endinheiradas, estudadas e respeitadas. Engenheiros, estudiosos, artistas, empresários, executivos... Pessoas de diversos países. Isso fará com que o sofrimento se espalhe pelos quatro cantos do mundo. Derrubemos a aeronave sobre o oceano assim será bastante difícil encontrar seus restos mortais e descobrir a causa do acidente. Façamos com que os especialistas se sintam impotentes diante do desastre pelo maior tempo que for possível. – e uma gargalhada horrenda foi ouvida.&lt;br /&gt;_Sim!!! Engenhoso. Mostremos que os poderes das trevas não devem ser menosprezados. Isso nos renderá alimento, muito alimento.&lt;br /&gt;Num instante as criaturas se evadiram daquele local esquecido pela luz e naquela segunda-feira o acidente do vôo 447 da Air France tomou conta dos noticiários do mundo todo...&lt;br /&gt;Que a alma dos que pereceram em tão trágico episódio possa descansar em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://www.prisioneirodaeternidade.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Oscar Mendes)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-5074848636581562581?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/5074848636581562581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/10/um-plano-funesto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/5074848636581562581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/5074848636581562581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/10/um-plano-funesto.html' title='~# ☥ UM PLANO FUNESTO ☥ #~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWoRfCM_aI/AAAAAAAABCc/OPclLda1G94/s72-c/0l52lqx1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-6979084610120466173</id><published>2009-10-04T06:37:00.000-07:00</published><updated>2010-01-31T15:21:06.727-08:00</updated><title type='text'>~# ☥ AGONIA DE UM VAMPIRO ☥#~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxb0lFKxFhI/AAAAAAAABDM/Q41LXtxLU3Q/s1600-h/Gothic+Vampire+Tarot+-+The+card+of+the+day.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Levantei-me sem medo e sai, olhei ao redor estava no meio de um dia muito claro e quente onde  ia cominhando e me sentia muito bem...bem até demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor invadia cada poro do meu corpo já a muito esquecido, a brisa ondulava meus cabelos eu que já não lembrava como isso era bom. Estava acostumado com os ventos apenas de noites de tempestades e relãmpagos onde reinava apenas a escuridão, e os roedores ao meu redor rastejando em meio a poeira do chão trincado pela ação do tempo eram meus únicos companheiros.&lt;br /&gt;Os sons dos pássaros não eram aqueles que cantavam a noite nas sepulturas e nos galhos retorcidos das velhas árvores em volta de meu lar quebrando o silêncio com sua sinfonia melancolica de morte e agouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei andando estava num campo verde...&lt;br /&gt;Nossa como era amplo e lindo!&lt;br /&gt;Era tudo estranho de mais , e a luz do sol não feria, cheguei a me questionar,  como teria saido daquele pesadelo no qual você me colocou com seu beijo naquela noite?&lt;br /&gt;Desde então eu vagava a esmo a procura de uma resposta a qual não encontrava, apenas despertava na noite seguinte de um sono sepulcral.&lt;br /&gt;Lembro-me que havia me dito que seria livre e teria a eternidade a minha disposição, faria qualquer coisa que quisesse pois bem onde está a liberdade então?&lt;br /&gt;O sol brilhava nas águas de um riacho cristalino e apressado vi no reflexo meu rosto, como era belo...aquilo que um dia havia perdido.&lt;br /&gt;estava realmente livre agora?&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço sinos dobrando ao longe tenho medo de abrir os olhos, mas o faço...um sonho apenas um mero sonho!&lt;br /&gt;Levanto-me e saio de meu ataúde abro os portões enferrujados  da minha prisão, e caminho, falta pouco a luz virá logo...caminho então o mais longe possivel do meu abrigo do sol e me vejo correndo, logo por traz de um árvoredo ele nasce, com sua beleza destruidora ouvi dizer que ele está na sua época mais quente mais intensa, eu que já havia esquecido como era ser aquecido por tal força, ele toca meu corpo com seus ráios, fachos de luzes explodem como prismas e refletem cada desejo, cada sonho que de mim foram arrancados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; A liberdade enfim!&lt;br /&gt;O sol nunca pensei que fosse tão bom...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Tão...&lt;br /&gt;Bommm...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;(R.Raven)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:20pt;"  &gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:20pt;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:20pt;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-6979084610120466173?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/6979084610120466173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/10/agonia-de-um-vampiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/6979084610120466173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/6979084610120466173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/10/agonia-de-um-vampiro.html' title='~# ☥ AGONIA DE UM VAMPIRO ☥#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/Sxb0lFKxFhI/AAAAAAAABDM/Q41LXtxLU3Q/s72-c/Gothic+Vampire+Tarot+-+The+card+of+the+day.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2999252896818664738.post-4793327757021406046</id><published>2009-09-23T18:20:00.000-07:00</published><updated>2010-01-31T15:22:16.913-08:00</updated><title type='text'>~#☥ A REVELAÇÃO ☥#~</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWqBHttr_I/AAAAAAAABCk/nqUyq9zZoKY/s1600/BelovedMichelleOliviaFarran.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 401px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWqBHttr_I/AAAAAAAABCk/nqUyq9zZoKY/s400/BelovedMichelleOliviaFarran.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410417463582896114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YEW9PP6HI/AAAAAAAABVc/LUCiw02yxzs/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YEW9PP6HI/AAAAAAAABVc/LUCiw02yxzs/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433034792911235186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Durante o sonho, encontrara-me perdido num abandonado cemitério si&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tuado numa floresta onde o nevoeiro era imenso e parecia indicar a hora do crepúsculo nascente. Ali, senti uma súbita tontura que me deu a sensação de estar a ser observado, e de facto estava. Por detrás das árvores espreitavam enormes homens com cabeça de chacal que, assim que eu os olhava, rapidament&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e se voltavam a esconder. As minhas pernas tremiam e só conseguia prever o pior. No entanto, com uma duvidosa coragem e olhando em todas as direcções, perguntei – Quem são vocês? Não obtive resposta, mas vi os homens chacal saírem detrás das árvores e formarem um círculo em redor do cemitério. O silêncio era tenebroso e, antes que eu pudesse dizer algo mais, os olhos deles começaram a brilhar em cha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mas e do chão do cemitério começaram a surgir linhas, também flamejantes, que formavam uma qualquer forma geométrica para mim desconhecida. Pelo ar, inúmeras aves voavam em sintonia com as formas traçadas no solo. Foi então que, como consequência desta formação, algumas das campas se abriram permitindo a iminente saída dos cadáver&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;es. Para meu espanto, a única coisa que se ergueu de cada uma daquelas campas foi um enorme espelho. Os homens chacal, inexplicavelmente, haviam d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esaparecido, deixan&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do-me sozinho com aquele grupo de espelhos que me olhava com a forma do meu olhar reflectido. Foi então que ela surgiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    O meu corpo tremia ou, pelo menos, essa era a sensação que no sonho me era transmitida. Não era uma beldade idílica nem uma criatura horrenda, nada de romanesco, era simplesmente uma mulher banal que havia surgindo do nada. Era nova, esse era um facto facilmente perceptível. A sua voz não era assustadora nem melíflua. A poucos metros de distância, sem responder às questões que o meu espanto lançara, limitou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-se a indicar uma série de passos que eu deveria tomar assim que acordasse pela manhã, e foi aqui que percebi que estava a sonhar. Afirmou que a minha existência necessitava&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; de uma revelação, algo que me iria ser mostrado, mas que para isso teria de ir ao seu encontro. Disse-me que no dia seguinte deveria dirigir-me a uma floresta, à qual chegar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ia instintivamente, e lá, com os olhos vendados, encontraria aquele velho cemitério onde me seria revelado o motivo do sonho. Não percebi completamente o conteúdo da mensagem, mas enquanto pensava nisso acabei por acordar em sobressalto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Pela manhã, apesar de toda a incredulidade que os sonhos transmi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tem, decide dar ouvidos à minha loucura e deixei-me guiar pelas dúbias e misteriosas palavras. Deixei-me conduzir sem rumo e decidi parar o meu automóvel junto a uma floresta à minha escolha, sem que nada de sensação alguma me indicasse que era aquela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;        Tal como me fora indicado, vendei os olhos antes de entrar na floresta. O odor seco do Outono lançou de imediato a sua essência e, como o espectro me havia revelado naquele sonho, deveria deixar-me guiar pelo meu instinto e pelos restantes sentidos. Os primeiros passos, a medo, foram acompanhados pelos latidos do meu velho cão, que corria desenfreado em meu redor. Segundos depois, percebi que ele correra pa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ra o interior daquela floresta, deixando-me sozinho na busca pelo decifrar da enigmática mensagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Continuei a caminhar, lentamente, para não cair ou chocar com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;alguma árvore, no rumo desorientado que me conduziria à prometida revelação. Senti então um súbito arrepio que me fez parar. Mantive a venda nos olhos e, mesmo sem conseguir ver, percebi a presença dos homens chacal a circularem pela floresta. Agora sim, estava com me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do. Uma voz, que reconheci como sendo a da mulher do sonho, ordenou-me que tirasse a venda. Com os olhos descobertos pude confirmar que estava no cemitério do meu s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;onho e a mesma mulher encontrava-se à minha frente.  O meu cão estava sentado junto dela, como se ela fosse a verdadeira dona dele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;     - Foi consigo que sonhei? - perguntei reticente. Ela apenas pe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;rguntou se aquele cão era meu e disse que me mandara tirar a venda porque eu estava quase a tropeçar numa das campas. Perguntei-lhe o que estava ali a fazer, por que motivo andava sozinha por tão sinistra floresta. Ela respondeu que a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sua casa ficava na floresta, pelo que conhecia demasiado bem aquele ambiente para poder ter medo do que quer que fosse. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Em seguida, vi que ali se encontravam vários espelhos, das mais diversas formas e feitios, alguns dos quais pendurados em árvores, alguns que pareciam ser novos e outros que já se encontravam quebrados ou simplesmente atacados pelo tempo. E&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ntão, ela soltou sorridente, em forma de questão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    - Sonho? Você anda a sonhar comigo? – e dizendo isto deixou transparecer uma suave gargalhada que me fez arrepiar e me impediu de falar. O meu cão veio ter comigo, como se a pergunta dela fosse a ordem que o faria regressar a mim. Acenando com o braço, a misteriosa mulher indicou-me que ca&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;minhasse por entre aquela tétrica exposiçã&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o de espelhos. Sem saber muito bem como reagir, tentei demonstrar interesse pelo cenário, apesar de, na realidade, sentir desconfiança e medo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    - Já se viu ao espelho? De qual é que gostou mais? – perguntou ela. Apesar da ambiguidade da questão e de não perceber qual o interesse que isso teria, acabei por responder que era o enorme e ornamentado espelho que estava encostado à parede de um mausoléu. Ela corrigiu:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    - Não quero saber qual o espelho de que gostou mais, mas sim, qual o reflexo que mais lhe agradou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Fiquei intrigado, sem saber o que responder, pois o reflexo era eu, a minha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; imagem. Acabei por lhe dar esta mesma resposta, que o refle&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;xo, fosse qual fosse o espelho, era sempre o mesmo, era sempre eu que estava em cada um dos espelhos. Ela, virando as costas para se ir misturar com a floresta, acrescentou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    - “Apesar das molduras, enfeites, dourados e podridão…o mesmo homem vê-se na luz e na escuridão…e quando do centro percebe o seu ser…aprende a perfeição da não-perfeição.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Dizendo isto, desapareceu nas sombras que se acentuavam à sua passagem. Entretanto, o meu cão começou a entrar calmamente num caminho mais iluminado da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;floresta. Confuso, decidi segui-lo, pois se alguém me poderia ajudar a encontrar o caminho de volta era ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    Enquanto caminhava, reflectia no que acabara de me acontecer, no sentido, se é que de facto existia, que o sonho e a realidade teriam. Talvez fosse tudo uma mística coincidência, uma ironia no tempo certo, …ou uma revelação a decifrar na melodia daquelas palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s1600-h/animankhbar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 13px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/S2YNZquXqwI/AAAAAAAABW8/CIuXqQkG7aU/s400/animankhbar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433044735085751042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="sites-canvas-main" class="sites-canvas-main"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div id="sites-canvas-main-content"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;table class="sites-layout-name-one-column sites-layout-hbox" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="sites-layout-tile sites-tile-name-content-1"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2999252896818664738-4793327757021406046?l=osolhosdoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/feeds/4793327757021406046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/09/revelacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/4793327757021406046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2999252896818664738/posts/default/4793327757021406046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osolhosdoabismo.blogspot.com/2009/09/revelacao.html' title='~#☥ A REVELAÇÃO ☥#~'/><author><name>Ravenna  Raven:</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10957387023447497095</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SUfz6T70obI/AAAAAAAAAH8/dWiz0SA5Z_g/S220/P3240023.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8gPF8gEigy0/SxWqBHttr_I/AAAAAAAABCk/nqUyq9zZoKY/s72-c/BelovedMichelleOliviaFarran.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
